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Dores de cabeça: como diferenciar o tipo de dor

Quem não conhece uma pessoa que vive tomando remédios para dor de cabeça?
Dores de cabeça: como diferenciar o tipo de dor

Dores de cabeça: como diferenciar o tipo de dor

Quem não conhece uma pessoa que vive tomando remédios para dor de cabeça? De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca, assim como outras formas de dores de cabeça, interfere na qualidade de vida e nas tarefas diárias de mais de 75% da população brasileira adulta. Além disso, é considerada como uma das 20 dores mais incapacitantes do mundo. Por isso, há uma indústria dedicada a tentar solucionar esses problemas que, não raro, só têm efeitos paliativos.
“Existem diferentes sintomas relacionados à dor de cabeça”, explica o neurologista Pedro André Kowacs. “Cefaleias de início abrupto, cefaleias desencadeadas pelo aumento da pressão intracraniana ou dentro do abdômen, ocasionadas por mudança na posição da cabeça, assim como as associadas a sinais neurológicos sintomas sistêmicos como febre, são apenas alguns exemplos. Por isso, uma vez que o paciente tenha algum desses sintomas, é importante buscar atenção médica”.


 

Quatro tipos diferentes de dor de cabeça abaixo e como identificá-los:

Tensionais

  • Considerada como a mais comum, as dores de cabeça por tensão estão, geralmente, associadas ao estresse ou a contrações musculares, como lesões, má postura e problemas de articulação temporomandibular. Com uma intensidade leve e moderada, raramente levam o paciente ao pronto atendimento. Por outro lado, quando consideradas crônicas, devem ser tratadas de forma preventiva. “Enquanto o tratamento agudo é feito com analgésicos comuns, o preventivo geralmente é feito com tricíclicos — também usados no tratamento sintomático da depressão e outras síndromes depressivas”, comenta Kowacs.
  • Além disso, outros sintomas como pressão, desconforto, rigidez nos músculos da cabeça e pescoço podem estar associados a dor de cabeça tensional. O neurologista ainda ressalta a importância de não fazer a automedicação, uma vez que o uso excessivo de analgésicos — mais do que 10 a 15 dias por mês — pode levar à dependência causar cefaleia “rebote”.

Cefaleia em salvas

  • Descrita por muitos pacientes como “excruciantes”, as dores de cabeça em salvas são descritas como as mais intensas. Localizam-se na região em volta do olho, podendo ser na fronte (frente) e nas têmporas (ao lado). “As cefaleias em salvas podem ocorrer até oito vezes ao dia, por um período máximo de três horas cada e, normalmente, são acompanhadas de vermelhidão ocular, lacrimejamento, náuseas e corrimento nasal do mesmo lado da dor. Em geral, as crises duram até três meses e podem ser seguidas por um período sem dor”, explica o especialista.
  • Os tratamentos para a cefaleia em salvas podem ser usados para interromper crises que estejam no início, evitar que avancem ou então, prevenir as dores a longo prazo. “Para a crise em si, utilizamos oxigênio 100% por máscara ou sumatriptano subcutâneo (medicação também utilizada para enxaquecas). Para o tratamento de transição, são usados anti-inflamatórios como corticosteroides e, como prevenção, é comum o uso de neuromoduladores acompanhados de outros medicamentos”.

Enxaqueca

  • Presente em cerca de 12% da população, a enxaqueca é, em número, a dor de cabeça responsável pela maior parte das consultas por cefaleia. Seu diagnóstico dispensa investigações complementares, uma vez que apresenta características típicas como, doer por 4 a 72 horas, ser unilateral, pulsátil, moderada a forte e, geralmente, associada a náuseas e vômitos, fotofobia e fonofobia. “Assim como a cefaleia tipo-tensional, a enxaqueca também pode cronificar, e o paciente apresenta dores de cabeça diárias por três meses ou mais por ano, e pelo menos oito por mês típicas de enxaqueca. Frequentemente a enxaqueca crônica está associada ao uso excessivo de analgésicos”, detalha.
  • Os tratamentos também podem ser voltados à crise, com o uso de analgésicos comuns e anti-inflamatórios, ou preventivos, caso as dores sejam frequentes e incapacitantes. “Neste caso, são utilizados diversos fármacos neuromoduladores, por medidas comportamentais e por modulação não farmacológica. Mais recentemente, ainda, foram aprovados anticorpos que atuam diretamente contra a dor”, comenta o neurologista.

Neuralgias

  • Caracterizadas por dores lancinantes, ultrarrápidas, em choque e que atingem o território de um ou mais nervos do crânio e da face. A mais conhecida delas é a neuralgia do trigêmeo, mas outros nervos cranianos como o glossofaríngeo e o intermediário de Wrisberg podem estar envolvidos, assim como pequenos ramos destes nervos. As neuralgias cranianas podem ser causadas por inflamação ou pela compressão dos nervos cranianos, e, menos frequentemente, por doenças reumáticas. Bem menos frequentemente, pode haver neuralgia causada pelo núcleo destes nervos no tronco cerebral.
  • “Sua investigação e seu diagnóstico variam conforme o nervo acometido, como do trigêmeo, occipital ou glossofaríngeo, por exemplo. Assim, as modalidades de tratamentos também podem variar entre tópicos (na pele), orais, semi-invasivos e invasivos (cirúrgico), escolhidos de acordo com a situação de cada paciente”, conclui.

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Quem não conhece uma pessoa que vive tomando remédios para dor de cabeça? De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca, assim como outras formas de dores de cabeça, interfere na qualidade de vida e nas tarefas diárias de mais de 75% da população brasileira adulta. Além disso, é considerada como uma das 20 dores mais incapacitantes do mundo. Por isso, há uma indústria dedicada a tentar solucionar esses problemas que, não raro, só têm efeitos paliativos.
“Existem diferentes sintomas relacionados à dor de cabeça”, explica o neurologista Pedro André Kowacs. “Cefaleias de início abrupto, cefaleias desencadeadas pelo aumento da pressão intracraniana ou dentro do abdômen, ocasionadas por mudança na posição da cabeça, assim como as associadas a sinais neurológicos sintomas sistêmicos como febre, são apenas alguns exemplos. Por isso, uma vez que o paciente tenha algum desses sintomas, é importante buscar atenção médica”.


 

Quatro tipos diferentes de dor de cabeça abaixo e como identificá-los:

Tensionais

  • Considerada como a mais comum, as dores de cabeça por tensão estão, geralmente, associadas ao estresse ou a contrações musculares, como lesões, má postura e problemas de articulação temporomandibular. Com uma intensidade leve e moderada, raramente levam o paciente ao pronto atendimento. Por outro lado, quando consideradas crônicas, devem ser tratadas de forma preventiva. “Enquanto o tratamento agudo é feito com analgésicos comuns, o preventivo geralmente é feito com tricíclicos — também usados no tratamento sintomático da depressão e outras síndromes depressivas”, comenta Kowacs.
  • Além disso, outros sintomas como pressão, desconforto, rigidez nos músculos da cabeça e pescoço podem estar associados a dor de cabeça tensional. O neurologista ainda ressalta a importância de não fazer a automedicação, uma vez que o uso excessivo de analgésicos — mais do que 10 a 15 dias por mês — pode levar à dependência causar cefaleia “rebote”.

Cefaleia em salvas

  • Descrita por muitos pacientes como “excruciantes”, as dores de cabeça em salvas são descritas como as mais intensas. Localizam-se na região em volta do olho, podendo ser na fronte (frente) e nas têmporas (ao lado). “As cefaleias em salvas podem ocorrer até oito vezes ao dia, por um período máximo de três horas cada e, normalmente, são acompanhadas de vermelhidão ocular, lacrimejamento, náuseas e corrimento nasal do mesmo lado da dor. Em geral, as crises duram até três meses e podem ser seguidas por um período sem dor”, explica o especialista.
  • Os tratamentos para a cefaleia em salvas podem ser usados para interromper crises que estejam no início, evitar que avancem ou então, prevenir as dores a longo prazo. “Para a crise em si, utilizamos oxigênio 100% por máscara ou sumatriptano subcutâneo (medicação também utilizada para enxaquecas). Para o tratamento de transição, são usados anti-inflamatórios como corticosteroides e, como prevenção, é comum o uso de neuromoduladores acompanhados de outros medicamentos”.

Enxaqueca

  • Presente em cerca de 12% da população, a enxaqueca é, em número, a dor de cabeça responsável pela maior parte das consultas por cefaleia. Seu diagnóstico dispensa investigações complementares, uma vez que apresenta características típicas como, doer por 4 a 72 horas, ser unilateral, pulsátil, moderada a forte e, geralmente, associada a náuseas e vômitos, fotofobia e fonofobia. “Assim como a cefaleia tipo-tensional, a enxaqueca também pode cronificar, e o paciente apresenta dores de cabeça diárias por três meses ou mais por ano, e pelo menos oito por mês típicas de enxaqueca. Frequentemente a enxaqueca crônica está associada ao uso excessivo de analgésicos”, detalha.
  • Os tratamentos também podem ser voltados à crise, com o uso de analgésicos comuns e anti-inflamatórios, ou preventivos, caso as dores sejam frequentes e incapacitantes. “Neste caso, são utilizados diversos fármacos neuromoduladores, por medidas comportamentais e por modulação não farmacológica. Mais recentemente, ainda, foram aprovados anticorpos que atuam diretamente contra a dor”, comenta o neurologista.

Neuralgias

  • Caracterizadas por dores lancinantes, ultrarrápidas, em choque e que atingem o território de um ou mais nervos do crânio e da face. A mais conhecida delas é a neuralgia do trigêmeo, mas outros nervos cranianos como o glossofaríngeo e o intermediário de Wrisberg podem estar envolvidos, assim como pequenos ramos destes nervos. As neuralgias cranianas podem ser causadas por inflamação ou pela compressão dos nervos cranianos, e, menos frequentemente, por doenças reumáticas. Bem menos frequentemente, pode haver neuralgia causada pelo núcleo destes nervos no tronco cerebral.
  • “Sua investigação e seu diagnóstico variam conforme o nervo acometido, como do trigêmeo, occipital ou glossofaríngeo, por exemplo. Assim, as modalidades de tratamentos também podem variar entre tópicos (na pele), orais, semi-invasivos e invasivos (cirúrgico), escolhidos de acordo com a situação de cada paciente”, conclui.

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